domingo, novembro 28, 2010
quinta-feira, novembro 18, 2010
"É por isso que não me canso de dizer:
qualquer amor que possa receber e dar,
qualquer felicidade que possa receber ou fornecer,
cada breve gesto gentil,
qualquer coisa que funcione..."
Boris é quem proclama.
Mais um dos pseudônimos de Woody Allen.
Tudo pode mesmo dar certo?
Lema de Boris: qualquer coisa que funcione.
Ele mesmo diria se tratar de um cliché.
Whatever...
É vero, não?
qualquer amor que possa receber e dar,
qualquer felicidade que possa receber ou fornecer,
cada breve gesto gentil,
qualquer coisa que funcione..."
Boris é quem proclama.
Mais um dos pseudônimos de Woody Allen.
Tudo pode mesmo dar certo?
Lema de Boris: qualquer coisa que funcione.
Ele mesmo diria se tratar de um cliché.
Whatever...
É vero, não?
domingo, outubro 24, 2010
A arte é mambembe. Ela provoca, ilumina, assusta, convoca, tenta explicar.
Quando se trata, em minha opinião, de arte de rua, então... É ali, onde qualquer coisa pode acontecer. Acreditava que nesta Bienal de São Paulo, a ousadia pudesse ter seu lugar, mas a arte, que não pode ser enquadrada, está ficando "quadrada".
Banksy nos ensina que o enquadre é do olhar. Mas acho que ele diz também do acontecimento.
O acontecimento enquadra.
Mas um enquadre mambembe. Flexível. Flácido. Cuja borda toma variadas formas. Talvez até mais de uma a cada vez. Sem se deixar escravizar pelo tempo.
A pichação também nos ensina um pouco isso. Aquele que escreve "por impulso" como dizem.
Ou por se ver ser visto pela cidade.
Talvez na rua, a arte toma outro rumo. Na rua, a informalidade é mais bem vinda, não? E aí o próprio acontecimento faz uma visita. Inesperada, na maioria das vezes.
Li que Baudelaire pensava que a arte ocupava um lugar entre o transitório, contingente e o eterno.
Ela definida ali não nos diz se a cada vez, a cada olhar ou a cada um, o traço muda.
Do autor, está inscrito. Do expectador, o traço vira experiência. Prova-se do traço.
Mas na pichação não se satisfaz.
Coloca-se o corpo em cena e deixa-se também se inscrever.
É arte? Não sei.
Mas tá ali.
E Banksy, um artista em sua essência, nos convoca a pensar que sendo arte ou não, ela causa. Fura a borda. Pois está sempre a querer refazê-la.
domingo, setembro 26, 2010
"Santo de casa não faz milagre, faz repetir pecado.
Nascia ele menino. Fruto da história de no mínimo 3 gerações. Levando em consideração que vivia em um país novo. As cinzas do tempo, a poeira do vento. Tudo efêmero e não-efêmero. Riscos e rabiscos, de sua história mal contada. Ele mesmo balbuciava pouco, dizia poucas palavras. Alguns recursos. Pontos de chorar de soluçar. Crescia em ladeira íngreme. Passou a escrever. Porcos com Asas. O Diário Secreto de Laura Palmer. Ou nada lia.
Só escrevia quando quisesse. E queria. Mas não escrevia. Escrevia quando achava que queria".
a autoria: um encontro de amigos em um domingo.
Nascia ele menino. Fruto da história de no mínimo 3 gerações. Levando em consideração que vivia em um país novo. As cinzas do tempo, a poeira do vento. Tudo efêmero e não-efêmero. Riscos e rabiscos, de sua história mal contada. Ele mesmo balbuciava pouco, dizia poucas palavras. Alguns recursos. Pontos de chorar de soluçar. Crescia em ladeira íngreme. Passou a escrever. Porcos com Asas. O Diário Secreto de Laura Palmer. Ou nada lia.
Só escrevia quando quisesse. E queria. Mas não escrevia. Escrevia quando achava que queria".
a autoria: um encontro de amigos em um domingo.
segunda-feira, setembro 20, 2010
"Efêmera"
Tulipa Ruiz
Vou ficar mais um pouquinho
Para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo
Hoje é o tempo preu ficar devagarinho
com as coisas que eu gosto e que eu sei que são efêmeras
e que passam perecíveis
e acabam, se despedem, mas eu nunca me esqueço
Por isso eu vou ficar mais um pouquinho
Para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho
Martelo o tempo preu ficar mais pianinho
com as coisas que eu gosto e que nunca são efêmeras
e que estão despetaladas, acabadas
Sempre pedem um tipo de recomeço
Vou ficar mais um pouquinho, eu vou
Vou ficar mais um pouquinho
para ver se acontece alguma nessa tarde de domingo
Vou ficar mais um pouquinho
para ver se eu aprendo alguma nessa parte do caminho
Tulipa Ruiz
Vou ficar mais um pouquinho
Para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo
Hoje é o tempo preu ficar devagarinho
com as coisas que eu gosto e que eu sei que são efêmeras
e que passam perecíveis
e acabam, se despedem, mas eu nunca me esqueço
Por isso eu vou ficar mais um pouquinho
Para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho
Martelo o tempo preu ficar mais pianinho
com as coisas que eu gosto e que nunca são efêmeras
e que estão despetaladas, acabadas
Sempre pedem um tipo de recomeço
Vou ficar mais um pouquinho, eu vou
Vou ficar mais um pouquinho
para ver se acontece alguma nessa tarde de domingo
Vou ficar mais um pouquinho
para ver se eu aprendo alguma nessa parte do caminho
sábado, setembro 18, 2010
Dos pocket shows surpreendentes à acolhida singular, não sem amor, de Tony Rodrigues, idealizador do Bistrô, temos este espaço. Se dar adeus às só sextas mais incríveis dos últimos anos é tocante, que carreguemos, ao menos, um pedaço de lá. Cada pedaço diz de uma história. E lá também acolhe-se a história de outros. Em cada peça e mais pedaços. A arte de receber. E bom que a história se inscreve. De cada um para cada outro em suas variadas formas.
Simplesmente imperdível.
Aqui, as informações mais redondas.
domingo, setembro 12, 2010
terça-feira, setembro 07, 2010
segunda-feira, setembro 06, 2010
sábado, setembro 04, 2010
"O processo de escrever é feito de erros - a maioria essenciais - de coragem e preguiça, desespero e esperança, de vegetativa atenção, de sentimento constante (não pensamento) que não conduz a nada, não conduz a nada, e de repente aquilo que se pensou que era 'nada' era o próprio assustador contato com a tessitura de viver - e esse instante de reconhecimento, esse mergulhar anônimo na tessitura anônima, esse instante de reconhecimento (igual a uma revelação) precisa ser recebido coma maior inocência, com a inocência de que se é feito".
Clarice Lispector
terça-feira, agosto 03, 2010
domingo, agosto 01, 2010
quinta-feira, julho 08, 2010
sábado, junho 12, 2010
"O que a Fotografia reproduz ao infitnito só ocorreu uma vez: ela repete mecanicamente o que nunca mais poderá repetir-se existencialmente. Nela, o acontecimento jamais se sobrepassa para outra coisa: ela reduz sempre o corpus de que tenho necessidade ao corpo que vejo; ela é o Particular absoluto, a Contingência soberana, fosca e um tanto boba, o Tal (tal foto, e não a Foto), em suma a Tique, a Ocasião, o Encontro, o Real, em sua expressão infatigável".
Roland Barthes, inpirado em Lacan. Fragmento de "A Câmera Clara".
Roland Barthes, inpirado em Lacan. Fragmento de "A Câmera Clara".
quinta-feira, junho 03, 2010
terça-feira, junho 01, 2010
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