segunda-feira, setembro 20, 2010

I want something good to die for
To make it beautiful to live.

sábado, setembro 18, 2010




Dos pocket shows surpreendentes à acolhida singular, não sem amor, de Tony Rodrigues, idealizador do Bistrô, temos este espaço. Se dar adeus às só sextas mais incríveis dos últimos anos é tocante, que carreguemos, ao menos, um pedaço de lá. Cada pedaço diz de uma história. E lá também acolhe-se a história de outros. Em cada peça e mais pedaços. A arte de receber. E bom que a história se inscreve. De cada um para cada outro em suas variadas formas.
Simplesmente imperdível.
Aqui, as informações mais redondas.

domingo, setembro 12, 2010

terça-feira, setembro 07, 2010

A Comunicação muda

O que nos salva da solidão é a solidão de cada um dos outros. Às vezes, quando duas pessoas estão juntas, apesar de falarem, o que elas comunicam silenciosamente uma à outra é o sentimento de solidão.

Clarice Lispector

segunda-feira, setembro 06, 2010

Agora, tornei-me adepto à surpresa do novo.
Quero tê-la comigo. Sempre.

sábado, setembro 04, 2010

"O processo de escrever é feito de erros - a maioria essenciais - de coragem e preguiça, desespero e esperança, de vegetativa atenção, de sentimento constante (não pensamento) que não conduz a nada, não conduz a nada, e de repente aquilo que se pensou que era 'nada' era o próprio assustador contato com a tessitura de viver - e esse instante de reconhecimento, esse mergulhar anônimo na tessitura anônima, esse instante de reconhecimento (igual a uma revelação) precisa ser recebido coma  maior inocência, com a inocência de que se é feito".

Clarice Lispector

terça-feira, agosto 03, 2010

"Ser original é voltar à origem".


Antoni Gaudí

domingo, agosto 01, 2010










quinta-feira, julho 08, 2010

Freud, dos bons conselheiros, sempre contingente, me ensinou hoje:

"Em última análise, precisamos amar para não adoecer"

sábado, junho 12, 2010



Agora, equipado, coloco-me a trabalho. Trabalho metonímico do olhar.
Obrigado, Ferdi.
"O que a Fotografia reproduz ao infitnito só ocorreu uma vez: ela repete mecanicamente o que nunca mais poderá repetir-se existencialmente. Nela, o acontecimento jamais se sobrepassa para outra coisa: ela reduz sempre o corpus de que tenho necessidade ao corpo que vejo; ela é o Particular absoluto, a Contingência soberana, fosca e um tanto boba, o Tal (tal foto, e não a Foto), em suma a Tique, a Ocasião, o Encontro, o Real, em sua expressão infatigável".

Roland Barthes, inpirado em Lacan. Fragmento de "A Câmera Clara".

quinta-feira, junho 03, 2010

"Sentir o bebê se mexendo na barriga pela primeira vez, é como sentir uma borboleta batendo asas".

Palavras de uma amiga, mãe intensa e dedicada. E, não menos, certamente, poética.
Errata:

A foto abaixo é de Engenhoca, uma das belas praias escondidas de Itacaré, BA.

terça-feira, junho 01, 2010




sábado, maio 29, 2010

"Não dá para ninguém se safar de uma situação dizendo: - 'Ah, só se foi o meu inconsciente'"

Adorei.
Apenas um recorte daqui.

sábado, maio 22, 2010

Como lavar roupa preta

sexta-feira, maio 21, 2010

Não sei se é saudosismo - se for não me vanglorio disso, pois não gosto de quem vive muito do passado - mas tenho observado que uma das coisas mais bacanas que acontecem quando me percebo mais velho - autorizo-me a trocar "velho" por "experiente da vida" - é que tenho mais histórias para contar.

segunda-feira, maio 17, 2010




quinta-feira, maio 06, 2010

Tomei emprestado este fragmento de um novo blog, empesteado em seu início de palavras de uma escritora que é das minhas favoritas. Recomendo o blog, a simpatia de sua criadora e autora (segundo ela a proposta é que vários possam escrever por lá também) e a sabedoria de vida infinda de Clarice.

Vou além: aproveito para deixar uma singela homenagem a uma pessoa que até hoje passa pela minha vida deixando marcas e me ensinando o que é o encontro. Ela concretamente não diz, mas me faz escutar: a amizade passa, sim, pelo amor. Hoje é seu dia, Jô. Continuo desejando-lhe as melhores coisas do mundo.

"Nós, agentes disfarçados e distribuídos pelas funções menos reveladoras, nós às vezes nos reconhecemos. A um certo modo de olhar, a um jeito de dar a mão, nós nos reconhecemos e isto chamamos de amor. E então não é necessário o disfarce: embora não se fale, também não se mente, embora não se diga a verdade, também não é necessário dissimular. Amor é quando é concedido participar um pouco mais. Poucos querem o amor, porque amor é a grande desilusão de tudo o mais. E poucos suportam perder todas as outras ilusões. Há os que se voluntariam para o amor, pensando que o amor enriquecerá a vida pessoal. É o contrário: amor é finalmente a pobreza. Amor é não ter. Inclusive amor é a desilusão do que se pensava que era amor. E não é prêmio, por isso não envaidece, amor não é prêmio, é uma condição concedida exclusivamente para aqueles que, sem ele corromperiam o ovo com a dor pessoal. Isso não faz do amor uma exceção honrosa; ele é exatamente concedido aos maus agentes, àqueles que atrapalhariam tudo se não lhes fosse permitido advinhar vagamente".

Clarice Lispector
"O Ovo e a Galinha"

sábado, maio 01, 2010

"Pode dizer-se contemporâneo apenas quem não se deixa cegar pelas luzes do século e consegue entrever nessas a parte da sombra, a sua íntima obscuridade. Com isso, todavia, ainda não respondemos a nossa pergunta. Por que conseguir perceber as trevas que provêm da época deveria nos interessar? Não é talvez o escuro uma experiência anônima e, por definição, impenetrável, algo que não está direcionado para nós e não pode, por isso, nos dizer respeito? Ao contrário, o contemporâneo é aquele que percebe o escuro do seu tempo como algo que lhe concerne e não cessa de interpretá-lo, algo que, mais do que toda luz, dirige-se direta e singularmente a ele. Contemporâneo é aquele que recebe em pleno rosto o facho de trevas que provém do seu tempo".

(Giorgio Agamben, O que é o contemporâneo?)