sábado, junho 18, 2011
quarta-feira, maio 04, 2011
quarta-feira, abril 27, 2011
Mentalgassi.
Um coletivo de Berlim que faz das colagens obras de arte urbanas.
E nós, das cidades, agradecemos.
Vale visitar a residência.
Mais desse trabalho aqui.
quinta-feira, abril 21, 2011
domingo, abril 10, 2011
quinta-feira, março 31, 2011
Acostumado a outros tipos de manifestos em comunidades violentas (ou às vezes às ausências deles), não consigo imaginar outra oportunidade mais cênica ou clara para que Leandro desse seu recado. Aliado à era internética em que o povo pode dizer mais (mas por incrível que pareça não tem reforço político), o palanque toma uma nova forma, cara a alguns. Seja qual for, ele ainda está aí.
Tirem suas próprias conclusões.
Tirem suas próprias conclusões.
sexta-feira, março 11, 2011
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
"A que ponto do grupo identificar-se? Segundo entendo, ao ponto onde, com os outros me sei descompletado pelo real. Ao ponto onde, como os outros, estou no esforço de subjetivar esse real. Ao ponto em que, prisioneiros como somos, reconhecemos essa condição. Quando na borda do furo no saber, adverte-se de que não é sem os outros que tenho uma chance, lógica".
Mauricio Tarrab
domingo, fevereiro 20, 2011
Sim.
Não bastasse a quente e rica discussão sobre a pichação e sua relação com a arte, eis que surge ele, Banksy, com seu básico apelo audaz e seu documentário “Exit Through the Gift Shop”. O filme, sobre um imigrante francês em Los Angeles apaixonado com arte de rua, acreditem, está concorrendo ao Oscar de Melhor Documentário.
Não o vi.
Entretanto precisei, por um desejo forçosamente desleixado, destacar aqui uma de suas peripécias deste apelo último, ocorrido nesses dias aí. O Oscar é por agora. Alguns desses petardos, segundo informaram, já foram retirados (apagados eu não me autorizo dizer) das ruas de L.A. (leia-se Hollywood) pelo governo local.
Vamos lá, Banksy. Desperte. Pergunte.
Pelo lugar que tu conseguistes, meu caro, seja ele qual for ou sejam eles diversos e subitamente repentinos e etéreos, meu voto, inválido mas sincero, já é seu.
sábado, fevereiro 19, 2011
terça-feira, fevereiro 01, 2011
segunda-feira, janeiro 17, 2011
domingo, dezembro 19, 2010
Da mudança, comprometo-me a falar menos que dizer.
Preocupar com as pontuações.
Sacar antes de safar.
Minimizar as exclamações, surpreender-me com as interrogações.
Sentir o aroma, o gosto.
Priorizar os travessões, predicar menos.
Dar mais espaço.
E, somente quando da contingência
e do ínfimo cálculo,
usar o ponto final.
E, aí, escrever.
Preocupar com as pontuações.
Sacar antes de safar.
Minimizar as exclamações, surpreender-me com as interrogações.
Sentir o aroma, o gosto.
Priorizar os travessões, predicar menos.
Dar mais espaço.
E, somente quando da contingência
e do ínfimo cálculo,
usar o ponto final.
E, aí, escrever.
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Li-o três vezes. Seguidas.
Em todas, um suspiro, partindo de baixo percorrendo todo o corpo. Até sua força motriz abrir minha boca, num gesto infantil, e um grunhido de satisfação se permitir.
Acreditava em Maria. E em sua vontade aparecer.
Li mais uma vez.
Um sorriso em mim se deu, de soslaio.
“Maria anda como eu:
Impossibilitada de fazer
tudo o que quer.
Tem mãos amarradas,
ar de doente, olhar de demente,
cansada.
Maria vai acabar como eu:
covarde nas decisões,
amante das cousas indefinidas
e querendo compreender suicidas.
Maria vai acabar assim sem rumo,
andando por aí,
fazendo versos
e tendo acessos
nostálgicos.
Maria vai acabar bem tristemente.
De qualquer jeito,
lendo jornais,
tendo marido,
indefinido.
(Não sei por que Maria
quer compreender
muito, demais,
a vida de suicida.
E Maria vai acabar
se fartando da vida.)
A vida, coitada,
é camarada, gosta de Maria,
quer fazer Maria viver mais,
porque Maria é desgraçada.
Quer deixa-la para o fim,
assim à mostra,
e eu francamente não entendo
por que Maria não gosta
da vida."
Hilda Hilst
... de quando, aos vinte e pouco, entregou-se às palavras...
Em todas, um suspiro, partindo de baixo percorrendo todo o corpo. Até sua força motriz abrir minha boca, num gesto infantil, e um grunhido de satisfação se permitir.
Acreditava em Maria. E em sua vontade aparecer.
Li mais uma vez.
Um sorriso em mim se deu, de soslaio.
“Maria anda como eu:
Impossibilitada de fazer
tudo o que quer.
Tem mãos amarradas,
ar de doente, olhar de demente,
cansada.
Maria vai acabar como eu:
covarde nas decisões,
amante das cousas indefinidas
e querendo compreender suicidas.
Maria vai acabar assim sem rumo,
andando por aí,
fazendo versos
e tendo acessos
nostálgicos.
Maria vai acabar bem tristemente.
De qualquer jeito,
lendo jornais,
tendo marido,
indefinido.
(Não sei por que Maria
quer compreender
muito, demais,
a vida de suicida.
E Maria vai acabar
se fartando da vida.)
A vida, coitada,
é camarada, gosta de Maria,
quer fazer Maria viver mais,
porque Maria é desgraçada.
Quer deixa-la para o fim,
assim à mostra,
e eu francamente não entendo
por que Maria não gosta
da vida."
Hilda Hilst
... de quando, aos vinte e pouco, entregou-se às palavras...
Assinar:
Postagens (Atom)




