quarta-feira, abril 29, 2009
sexta-feira, abril 10, 2009
Não me canso de forma alguma de falar de música.
E o que trago aqui dessa vez é uma canção: bela, irônica e tão sincera (como são as crianças) que não poderia escapar de ser destacada neste blog. Fui extremamente tocado pela poesia da letra e da melodia. Como há tempos não havia sido.
Pois, escutemos.
Head Rolls Off
(Frightened Rabbit)
Jesus is just a spanish boy's name.
How come one man got so much fame?
To any me, it's pointless to anybody
That doesn't have faith
Give me the cloth and I'll wipe my face.
When it's all gone
Something carries on
And it's not morbid talk
Just the nature´s had enough of you
When my blood stops,
Someone else's will not.
When my head rolls off,
Someone else's will turn.
And while I'm alive, I'll make tiny changes to earth.
So you can burn me
Cause we'll all be the same, the same way
Dirt in someone's eyes cried down the drain
I believe in a house in the clouds
And God's got his dead friends 'round
He's painted all the walls red
To remind them they're all dead
And you know
When it's all gone
Something carries on
And it's not morbid talk
Just the nature's had enough of you.
When my blood stops
Someone else's will not.
When my head rolls off
Someone else's will turn.
You can mark my words, I'll make changes to earth
While I'm alive, I'll make tiny changes to earth
Tiny changes to earth
Tiny changes to earth
quinta-feira, abril 09, 2009
domingo, março 01, 2009
Devido a isso fui passear por este aqui. Espantei-me ao ver que seu início se deu em 2003. O meu caso se enquadra na segunda opção, talvez. Em 2007 postei apenas uma foto. Mas não sem sentido. Das pessoas que passaram por aqui, sinto saudades. Mas às vezes a passagem não se registra, penso eu. É o que faço, aliás. Passo por alguns. Em outros deixo meu registro. É uma conversa. E a conversa nem sempre necessita de um registro.
E talvez seja essa conversa, com ou sem registro, que me move a publicar sempre um novo post e a ler outros blogs.
sábado, janeiro 31, 2009
quarta-feira, dezembro 24, 2008
domingo, dezembro 21, 2008

Tom Zé nos declama a irreverência escondida debaixo de acordes foscos, misturando ironia e admiração, referenciada pela bossa nova e cuja receita vêm acrescentada sempre de sua própria porção, o que dá um outro "tom" ao legado de João e cia.
É para se deliciar.
sábado, novembro 15, 2008
"Defendi que Chávez incentivava algum tipo de auto-organização nas favelas venezuelanas e, portanto, de discussão política. Isso é positivo, porque os governos de esquerda não fazem política, eles administram a situação social. A política virou café descafeinado. Assim como tiraram o café do café, tiraram a política da política, e ficou só a administração rala".
sábado, outubro 11, 2008
Voz: Ná Ozzeti
Composição: Luiz Tatit/Fábio Tagliaferi
É só uma voz
A minha voz
Sem coral
Cadê o coral
Cantava aqui
Estava aqui
Cadê o pessoal
A música avança
Lança
Em mim
Um gelo geral, solidão
É só uma vez
A minha vez
De fazer
O solo final
Eu entro aqui
Eu entro em mim
Voz principal
Solei, solei
E um coro virtual
Eu ouvia anunciando sem dó
Sou eu, e só
E assim eu refiz meu caminho
Com voz e com muita emoção
O coro virtual eu troquei
Por um vigoroso violão
E quem sonhou
Sofreu, chorou
Pode fazer de uma só voz
Um show
Pode não ser
Um mega show
Um festival com multidões
Mas quem chorou
Já tem na voz
Um show
domingo, setembro 21, 2008
domingo, agosto 03, 2008
segunda-feira, junho 30, 2008
sábado, junho 14, 2008
quinta-feira, junho 05, 2008
Mudou-se a sociedade. Mudaram-se as formas de se fazer lei e mudaram-se as formas de se fazer política. Enfim, mudou-se a forma de se criar resistência.
Quarta-feira última, em pleno show de Arnaldo Antunes, uma cena que vivifica o "que se dane o outro" da nossa época do descartável: poucas pessoas que, ao entrar em atraso para o show, quando chegaram para ocupar seus devidos assentos pagos encontraram outras pessoas que haviam sentado com a certeza de que aqueles donos não poderiam aparecer mais. Engano. No momento da luta pelo território, a platéia, em grande número e em uníssono, entoaram belos "quem foi ao ar perdeu o lugar", "no chão! no chão!", "o show é às nove, não é às dez". Não houve quem tirasse os larápios de plantão por nada. O show começou e os já não donos mais desapareceram em meio à multidão julgadora.
Gosto de acreditar que um batman como o catarinense poderia oferecer algo de resistência, nem que fosse uma simples interrogação, dentre a norma, nesse caso, do objeto-território de pertencimento nômade, se o sujeito fosse fã do Arnaldo.
Que voltem à ativa nossos super-heróis.
sábado, maio 31, 2008
terça-feira, maio 20, 2008
A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
(Carlos Drummond de Andrade)
domingo, maio 11, 2008
Charles Manson, famoso assassino norte-americano obcecado por Beatles que, no final da década de 60, dentre outros crimes, ordenou a morte da atriz Sharon Tate, esposa de Roman Polanski, grávida de 8 meses, em entrevista à revista Rolling Stone, pouco antes de seu julgamento em 1969.
(Júpiter Maçã)
Antes de nada eu gostaria de explicar
Segue agora um mosaico de imagens mil
Chamado "A Marchinha Psicótica do Doctor Soup"
A noiva do arlequim e o malabarista
chegaram juntos com a fada e o inspetor nazista
Chacretes e coristas em teatro de revista
Bem-vindos a orgia niilista
Ai que gostoso, que delícia, muito mais paulista
Anunciados o homem-bala e a mulher canhão
A musa do pinóquio era bolchevista
A mais formosa melindrosa pega na suíça
Suíça pra ela era pegar rapaz
E pra provar minha querida, o meu amor tão radical
Eu escrevi essa marchinha para tocar no carnaval
O milênio passaria, e a marchinha seguiria sendo cult, underground...
Mas até 2020 seria revisitada e virar hit nacional...
O timbre do caetano é super bacana
Não pense que eu estou copiando, que eu sou banana
Peguei emprestado pras artes da semana
Abrindo as portas da percepção
Um tal de Aldous Huxley de cara ficou doidão
Tomando toda a solução.
Doidão é apelido para a paranóia
Toda jibóia, toda bóia, toda clarabóia
Querida, que tal baixar o televisor?
Deitado no divã com Woody Allen
Eu tive um sonho com aquele estranho, velho alien
Que era cabeça Bob Dylan, barba Ginsberg, Allen
E pra provar minha querida, o meu amor tão radical
Eu escrevi essa marchinha para tocar no carnaval
O milênio passaria, e a marchinha seguiria sendo cult, underground...
Mas até 2020 seria revisitada e virar hit nacional...
quinta-feira, maio 08, 2008
segunda-feira, abril 14, 2008
Ram Mandil, resumo do seu texto: A psicanálise e os modos contemporâneos de identificação


