"Os métodos de identificação dos sujeitos no mundo contemporâneo, em que o Outro é inconsistente, prescindem cada vez mais da palavra. Decorrente da precariedade constitutiva, a busca de um complemento identificatório para o sujeito poderia ser pensada tanto na vertente simbólica, como complemento significante, quanto referida à materialidade do gozo. Outra vertente poderia estar no nível do traço, anterior à representação do sujeito no nível significante, em que a identificação se daria a partir das pistas, das pegadas, ou até mesmo do que cai de um corpo".
Ram Mandil, resumo do seu texto: A psicanálise e os modos contemporâneos de identificação
segunda-feira, abril 14, 2008
sábado, abril 12, 2008
Sempre gostei de "listas dos melhores do ano".
Através delas tive bons encontros.
Quando era adolescente, viciado em videoclipes e (sempre!!) em música, eu e um primo constituíamos todo ano tops 20, 50, até 200 do que assistíamos e gravávamos. Apresentávamos eu a minha lista pra ele, ele a dele pra mim. Numa solidão compartilhada e divertida. Passamos anos a fio conduzidos por essa pequena paixão. Tenho pastas e pastas guardadas com todas as listas que fiz.
Tive, há alguns meses, a oportunidade de voltar ao passado. Descobri, ao formatar meu computador, que adquiri a versão mais nova, acredito eu, do Windows Media Player. No primeiro dia de uso me deparo com um fato extasiante:você pode dar nota (em estrelas, como acontece nas boas críticas especializadas) para cada música que você estiver escutando. E o mais legal: ao final, você consegue saber a nota média da lista de músicas que você escolheu para reproduzir. Por exemplo: eu seleciono um disco. Enquanto escuto cada música atribuo a nota clicando no número de estrelas desejado. Ao final das músicas, assim que o programa parar a reprodução você, sem clicar, coloca a seta do mouse em um espaço localizado acima da lista de músicas. Nesse momento ele informa o número médio de estrelas obtido por aquela lista, ou seja, qual a nota do disco.
Me deliciei com isso. Agora, sei as notas de cada disco que escuto. Sem pastas. Tecnologicamente mais viável.
Com muito prazer, revivendo uma paixão (com a oportunidade de não deixá-la mais restrita), apresento a minha lista dos melhores de 2007 (com o número de estrelas especificado ao lado):
01 - The Reminder (Feist) 5,00
02 - In Rainbows (Radiohead) 4,75
03 - Era Vulgaris (Queens of the Stone Age) 4,75
04 - Year Zero (Nine Inch Nails) 4,75
05 - Fome de Tudo (Nação Zumbi) 4,75
06 - Duos (Lanny Gordin) 4,75
07 - Futurismo (Kassin +2) 4,75
08 - Amor e Caos (Ana Cañas) 4,75
09 - Sound of Silver (LCD Soundsystem) 4,50
10 - Sky Blue Sky (Wilco) 4,50
11 - Favourite Worst Nightmare (Arctic Monkeys) 4,50
12 - Comicopera (Robert Wyatt) 4,50
13 - The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford (Nick Cave & Warren Ellis) 4,50
14 - Myth Takes (!!!) 4,50
15 - Hissing Fauna, Are You the Destroyer? (Of Montreal) 4,50
16 - Heavy International (The Eternals) 4,50
17 - Neon Bible (Arcade Fire) 4,25
18 - Memory Almost Full (Paul McCartney) 4,25
19 - Cease to Begin (Band of Horses) 4,25
20 - Ga Ga Ga Ga Ga (Spoon) 4,25
21 - Because of the Times (Kings of Leon) 4,25
22 - The World Has Made Me the Man of My Dreams (Me´shell Ndegeocello) 4,25
23 - Songs III: Bird on the Water (Marissa Nadler)
24 - Cookies (1990s) 4,25
25 - Onde Brilhem Os Olhos Seus (Fernanda Takai) 4,00
26 - Volta (Bjork) 4,00
27 - Pocket Symphony (Air) 4,00
28 - The Black and White Album (The Hives) 4,00
29 - Unkle Dysfunktional (Happy Mondays) 4,00
30 - White Chalk (PJ Harvey) 4,00
31 - Icky Thumb (White Stripes) 4,00
32 - Young Modern (Silverchair) 4,00
33 - Under the Blacklight (Rilo Kiley) 4,00
34 - Graduation (Kanye West) 4,00
35 - New Magnetic Wonder (The Apples in Stereo) 4,00
36 - Kala (M.I.A.) 4,00
37 - 5:55 (Charlotte Gainsbourg) 4,00
38 - Satolep Sambatown (Vitor Ramil e Marcos Suzano) 4,00
39 - Os Ritmistas (Os Ritmistas) 4,00
40 - Curses (Future of the Left) 4,00
41 - Boxer (The National) 4,00
42 - Vanguart (Vanguart) 3,75
43 - Darkel (Darkel) 3,75
44 - Fino Coletivo (Fino Coletivo) 3,75
45 - Zeitgeist (Smashing Pumpkins) 3,75
46 - Raising Sand (Robert Plant & Alison Krauss) 3,75
47 - Down III: Over the Under (Down) 3,75
48 - Panic Prevention (Jamie T) 3,75
49 - Marina de La Riva (Marina de La Riva) 3,75
50 - Into the Wild (Eddie Vedder) 3,75
Através delas tive bons encontros.
Quando era adolescente, viciado em videoclipes e (sempre!!) em música, eu e um primo constituíamos todo ano tops 20, 50, até 200 do que assistíamos e gravávamos. Apresentávamos eu a minha lista pra ele, ele a dele pra mim. Numa solidão compartilhada e divertida. Passamos anos a fio conduzidos por essa pequena paixão. Tenho pastas e pastas guardadas com todas as listas que fiz.
Tive, há alguns meses, a oportunidade de voltar ao passado. Descobri, ao formatar meu computador, que adquiri a versão mais nova, acredito eu, do Windows Media Player. No primeiro dia de uso me deparo com um fato extasiante:você pode dar nota (em estrelas, como acontece nas boas críticas especializadas) para cada música que você estiver escutando. E o mais legal: ao final, você consegue saber a nota média da lista de músicas que você escolheu para reproduzir. Por exemplo: eu seleciono um disco. Enquanto escuto cada música atribuo a nota clicando no número de estrelas desejado. Ao final das músicas, assim que o programa parar a reprodução você, sem clicar, coloca a seta do mouse em um espaço localizado acima da lista de músicas. Nesse momento ele informa o número médio de estrelas obtido por aquela lista, ou seja, qual a nota do disco.
Me deliciei com isso. Agora, sei as notas de cada disco que escuto. Sem pastas. Tecnologicamente mais viável.
Com muito prazer, revivendo uma paixão (com a oportunidade de não deixá-la mais restrita), apresento a minha lista dos melhores de 2007 (com o número de estrelas especificado ao lado):
01 - The Reminder (Feist) 5,00
02 - In Rainbows (Radiohead) 4,75
03 - Era Vulgaris (Queens of the Stone Age) 4,75
04 - Year Zero (Nine Inch Nails) 4,75
05 - Fome de Tudo (Nação Zumbi) 4,75
06 - Duos (Lanny Gordin) 4,75
07 - Futurismo (Kassin +2) 4,75
08 - Amor e Caos (Ana Cañas) 4,75
09 - Sound of Silver (LCD Soundsystem) 4,50
10 - Sky Blue Sky (Wilco) 4,50
11 - Favourite Worst Nightmare (Arctic Monkeys) 4,50
12 - Comicopera (Robert Wyatt) 4,50
13 - The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford (Nick Cave & Warren Ellis) 4,50
14 - Myth Takes (!!!) 4,50
15 - Hissing Fauna, Are You the Destroyer? (Of Montreal) 4,50
16 - Heavy International (The Eternals) 4,50
17 - Neon Bible (Arcade Fire) 4,25
18 - Memory Almost Full (Paul McCartney) 4,25
19 - Cease to Begin (Band of Horses) 4,25
20 - Ga Ga Ga Ga Ga (Spoon) 4,25
21 - Because of the Times (Kings of Leon) 4,25
22 - The World Has Made Me the Man of My Dreams (Me´shell Ndegeocello) 4,25
23 - Songs III: Bird on the Water (Marissa Nadler)
24 - Cookies (1990s) 4,25
25 - Onde Brilhem Os Olhos Seus (Fernanda Takai) 4,00
26 - Volta (Bjork) 4,00
27 - Pocket Symphony (Air) 4,00
28 - The Black and White Album (The Hives) 4,00
29 - Unkle Dysfunktional (Happy Mondays) 4,00
30 - White Chalk (PJ Harvey) 4,00
31 - Icky Thumb (White Stripes) 4,00
32 - Young Modern (Silverchair) 4,00
33 - Under the Blacklight (Rilo Kiley) 4,00
34 - Graduation (Kanye West) 4,00
35 - New Magnetic Wonder (The Apples in Stereo) 4,00
36 - Kala (M.I.A.) 4,00
37 - 5:55 (Charlotte Gainsbourg) 4,00
38 - Satolep Sambatown (Vitor Ramil e Marcos Suzano) 4,00
39 - Os Ritmistas (Os Ritmistas) 4,00
40 - Curses (Future of the Left) 4,00
41 - Boxer (The National) 4,00
42 - Vanguart (Vanguart) 3,75
43 - Darkel (Darkel) 3,75
44 - Fino Coletivo (Fino Coletivo) 3,75
45 - Zeitgeist (Smashing Pumpkins) 3,75
46 - Raising Sand (Robert Plant & Alison Krauss) 3,75
47 - Down III: Over the Under (Down) 3,75
48 - Panic Prevention (Jamie T) 3,75
49 - Marina de La Riva (Marina de La Riva) 3,75
50 - Into the Wild (Eddie Vedder) 3,75
sábado, março 29, 2008
Navegando pela página da Uol, encontrei essa manchete na coluna de Humor do site:
"16 tipos de analista que você corre o risco de encontrar pela frente"
Claro que minha curiosidade foi implacável nesse momento.
O mais engraçado foi ler o nome da matéria para a qual os quadrinhos foram criados: "Como escolher o seu analista".
Minto. O mais engraçado ainda foi quando entrei no site da tal revista, para a qual foi escrita a matéria, com a expectativa de achar algo interessante. Nesse momento entendi o porque do nome Gloss.
"16 tipos de analista que você corre o risco de encontrar pela frente"
Claro que minha curiosidade foi implacável nesse momento.
O mais engraçado foi ler o nome da matéria para a qual os quadrinhos foram criados: "Como escolher o seu analista".
Minto. O mais engraçado ainda foi quando entrei no site da tal revista, para a qual foi escrita a matéria, com a expectativa de achar algo interessante. Nesse momento entendi o porque do nome Gloss.
segunda-feira, março 17, 2008
domingo, março 16, 2008
sábado, março 15, 2008
Elis Regina era intensa. É a marca dela. O que é bonito de se ver na sua participação no Programa Ensaio da TV Cultura. Lá ela canta o que vive. Ou vive o que canta, caso podemos dizer assim. Aproveito para fazer algumas daquelas palavras dela, minhas:
"As pessoas de quem eu gosto são aquelas com quem consigo conversar olhando no olho. Sem precisar ter a guarda levantada".
Assim seja, Elis.

"As pessoas de quem eu gosto são aquelas com quem consigo conversar olhando no olho. Sem precisar ter a guarda levantada".
Assim seja, Elis.

quarta-feira, dezembro 12, 2007
quinta-feira, dezembro 07, 2006
sexta-feira, março 31, 2006
Clarice Mãe
"29 de setembro de 1965
P. ansioso: Quero que o Paulo me espere! Eu não quero que ele se vista antes de mim!
- Já disse que você não tem nada a ver com o Paulo: faça o que tem de fazer, você é você, ele é ele.
- Quer dizer que eu faço o que eu quero?
- É.
- Da vida?
- É
- Por quê?
- Por que todo mundo faz.
- Até os cachorros?
- É."
(Clarice Lispector)
"29 de setembro de 1965
P. ansioso: Quero que o Paulo me espere! Eu não quero que ele se vista antes de mim!
- Já disse que você não tem nada a ver com o Paulo: faça o que tem de fazer, você é você, ele é ele.
- Quer dizer que eu faço o que eu quero?
- É.
- Da vida?
- É
- Por quê?
- Por que todo mundo faz.
- Até os cachorros?
- É."
(Clarice Lispector)
terça-feira, março 14, 2006
sábado, dezembro 03, 2005
Ira-pé
"Deus sabe que, entre gatos e pombos, eu sou francamente pela primeira espécie. Acho os pombos um povo horrivelmente burguês, com o seu ar bem-disposto e contente da vida, sem falar na baixeza de certas características de sua condição, qual seja a de, eventualmente, se entredevorarem quando engaiolados."
(De Pombos e de Gatos, Vinícius de Morais)
"Deus sabe que, entre gatos e pombos, eu sou francamente pela primeira espécie. Acho os pombos um povo horrivelmente burguês, com o seu ar bem-disposto e contente da vida, sem falar na baixeza de certas características de sua condição, qual seja a de, eventualmente, se entredevorarem quando engaiolados."
(De Pombos e de Gatos, Vinícius de Morais)
sábado, outubro 22, 2005
"Metade Deus. Metade Diabo. Na exata medida, como é a vida. Num único espaço e tempo estão os dois juntos porque radicalmente diferentes e necessários um ao outro: não há vida sem morte, prazer sem dor, sim sem não, princípio sem fim, agudo sem grave, veloz sem lento, grande sem pequeno.
Deus sem o Diabo."
Herbert de Souza
Deus sem o Diabo."
Herbert de Souza
segunda-feira, outubro 17, 2005
segunda-feira, junho 27, 2005
Estou cada vez mais maravilhado com o poder das palavras. Juntando o meu trabalho, que tem o objetivo de analisar significados e desmembrar discursos, estou adquirindo um hábito tardio de ler. Ler em demasia. Ler com o olhar crítico, detalhista e fulgás, abosrvendo cada imagem que o texto pode proporcionar. E cada letra, com sua vida própria, diz de algo que me serpenteia no emaranhado de significantes que envolve cada sujeito. É nela que me entendo, exponho e analiso. Na escuta, acabo por me encontrar desatinadamente seguindo o caminho que abre a palavra para o rumo de uma ligação quase química, quase orgânica, constituinte do nosso ser. Ela pode ser bela o bastante para traduzir sentimentos e articular idéias. Inveja tenho daqueles que, com absoluto louvor, são capazes de utilizar com exatidão o valor da palavra.
Desligo-me da imagem dada por um instante para saborear o mistério do que é não dito pelo olhar. Enverodo-me pelo imaginário até muitas vezes desafogando fantasmas. A palavra fornece encontros. E encontros tácitos, falantes de uma troca nunca buscada. E é singular, único. A experiência é única. Valho-me de Garcia Marques, Drummond, Guimarães, Calligares, Lacan, Clarice(s), Drexler, Kátia B, Amarante, Dri, Jo e vai...
É um mundo sem limites.
Desligo-me da imagem dada por um instante para saborear o mistério do que é não dito pelo olhar. Enverodo-me pelo imaginário até muitas vezes desafogando fantasmas. A palavra fornece encontros. E encontros tácitos, falantes de uma troca nunca buscada. E é singular, único. A experiência é única. Valho-me de Garcia Marques, Drummond, Guimarães, Calligares, Lacan, Clarice(s), Drexler, Kátia B, Amarante, Dri, Jo e vai...
É um mundo sem limites.
quinta-feira, junho 02, 2005
domingo, maio 15, 2005
Vou robar isso de um post (www.clacastanha.blogger.com.br) já que fecha com chave de ouro o meu post anterior.
Do Amor (Moska)
"Não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento, relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com amor. Chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é uma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado. Mas é exatamente o oposto,para mim,que o amor se manifesta. A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado. O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita. O amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebe-lo? Como deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine? Minha resposta? O amor é o desconhecido. Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre desconhecido, a força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos da uma nova visão. A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação, o amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante. A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor e quando,diante de seu labirinto decidimos caminhar em linha reta. Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos e nós preferimos o leito de um rio,com inicio,meio e fim. Não. Não podemos subestimar o amor. Não podemos castra-lo. O amor não é orgânico. Não é o meu coração que sente o amor, é a minha alma que o saboreia. Não e no meu sangue que ele ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém- nascidas. O amor brilha, como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida. O amor grita seu silêncio e nos da sua música. Nós dançamos sua felicidade um delírio porque somos o alimento preferido do amor, se estivermos também a devora-lo. O amor eu não conheço. E é exatamente por isso que eu desejo e me jogo no seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o amor a navega. Morrer de amor é a substância de que a vida é feita. Ou melhor, só se vive no amor. E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto " .
Obrigado, Clarice.
No meio de toda essa sofisticação da escrita (não que eu não goste, eu acho que se souber fazer fica poético), deparo-me com um belíssimo relato sobre o amor, entranhado em um discurso curto e grosso. Refiro-me ao livro "O Terceiro Travesseiro" de Nelson Luiz de Carvalho. Sobre um pretexto de querer ler um "romance", cai em minhas mãos uma história que suga tudo que me restou de um coração criança. É por esse viés simples da palavra nua e crua que me abalei emocionalmente.
Baseado numa história que realmente aconteceu, brota-se aquele amor que completa, típico do cliché "completamente apaixonado". Mas vem de uma construção, de um gostar além. Cresce quando menos se espera e gera a admiração, o aprender e o compartilhar. Dois amigos nutrem o amor um pelo outro de uma forma inexplicavelmente pura. É isso e pronto. "Ninguém pode me deter". E é por causa desse amor rebelde que os obstáculos são transpostos, o que dá mais força ao casal. Os personagens encantam. "Me sentia o cara mais feliz do mundo". Assim, desse jeito. Simples, puro, encantador.
"Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama- se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera."
(Arnaldo Jabor)
É isso.
sábado, maio 07, 2005
quarta-feira, abril 20, 2005
"... em todo projeto grupal (...) cada sujeito está perseguindo, isolada e coletivamente a eterna questão dos entido. Em outras palavras, a ação grupal deve cobrir um vazio, ela deve ser doadora de sentido, livrando o indivíduo e o grupo de um desespero impossível de suportar."
(Castro e Araújo)
Minha homenagem à turma que caminha com um projeto (Irapé), antes enclausurado no imaginário, hoje alimentando sonhos, desviando e criando perspectivas e fazendo diferença onde o lugar de uma escuta inexistia.
(Castro e Araújo)
Minha homenagem à turma que caminha com um projeto (Irapé), antes enclausurado no imaginário, hoje alimentando sonhos, desviando e criando perspectivas e fazendo diferença onde o lugar de uma escuta inexistia.
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