sábado, agosto 22, 2009
terça-feira, agosto 18, 2009
Há alguns anos conheci a Dri e poucos contatos tive com ela. Poucos e ótimos, divertidos, como sempre ela é capaz de promover com qualquer um que lhe dirija a palavra.
Tempos depois de algumas sombras de encontros, fui ao seu casamento. Claro, sabia um pouco sobre Fernando e sobre o belo encontro nascido ali. O conheci lá. Melhor: o conheci onde moram. Numa casa inimaginavelmente linda onde o frio se faz presente em pleno verão mineiro. Nesse dia entendi o encontro. Um almoço com amigos. Fui recebido de braços arreganhados com uma lasanha digna de chef. Cerveja, vinho, muito papo, passeio no condomínio e um dia de sorrisos.
No dia do casamento fui embora radiante. Mesmo. Boa música, pessoas fantásticas, lugar paradisíaco e o diferencial: uma demonstração de amor como eu NUNCA antes havia presenciado. Saí tocado. Disse-lhes depois sobre essa sensação, inclusive.
E desde então, ainda com poucos encontros "reais" - mas encontros - passo a acompanhar via blogs, o carinho e o afeto de um pelo outro. Estes continuam irradiantes, presentes e marcantes.
Choro até agora como um menino que sente uma paixão pela primeira vez. É muito simples, Dri. Simples demais. E quando temos a certeza disso, tudo fica mais fácil e mais belo. Como na cena.
Quero dizer que por lapsos de timidez, talvez, não busque por essas companhias por mais vezes quanto gostaria. Mas uma coisa me sinto à vontade para dizer: que vocês, com o dom próprio de cada um, continuem a nos tocar com a simplicidade e o amor que fazem do nosso dia uma inspiração.
sábado, agosto 15, 2009
- Vou te receitar esse remédio...
- Mas, doutor, ele não está adiantando nada!
- Quem é o médico aqui? Eu ou você?
- Você... Mas quem é o doente aqui? Eu ou você?
sexta-feira, agosto 14, 2009
domingo, agosto 02, 2009
Foram 15 o número de dias que desfrutei de uma paz que a mim parecia inalcançável. E com ela aprendi a manejar minha relação com o tempo, estar atento à poesia que constantemente nos circunda e por uma distância curta a perdemos de vista e, principalmente, a contemplar. Disso, fica como produto as imagens. Do detalhe ao todo. Do próximo ao distante. Das cores. De tudo ao que elas me remetem. Tive a vontade de reuni-las aqui. Ajudado e inspirado nessas duas semanas pela presença de um amigo que possui uma imensa capacidade de recortar uma imagem tão bela e a capturá-la com a naturalidade que a ela é inerente (aliás, tenho a sorte de encontrar pelo caminho pessoas com essa qualidade que admiro) tive uma certeza: quero imergir no mundo da fotografia.
Fico, então, à vontade de me transmitir através delas aqui. Talvez essa seja a proposta.
domingo, julho 05, 2009
domingo, junho 28, 2009
Apenas para dizer que uma das coisas que fazem parte da minha rotina a dois é assistir ao programa Passagem Para..., do Canal Futura. E essa parte não faço questão de mudar. Pelo contrário, vai muito bem, obrigado.
Pois bem.
Vim aqui para dizer, na verdade, do programa.
Então: é um dos poucos que me faz deitar no sofá por 30 minutos em frente à televisão (os filmes - outro hobby - assisto ou no cinema ou na parede de casa com o projetor que bem foi adquirido já há algum tempo). Suas pautas são as viagens organizadas e conduzidas por um apresentador apaixonado por culturas diferentes e que encanta em sua transmissão. Seu nome: Luis Nashbin. Conheci boa parte da América Latina através do seu olhar. Ele filma, entrevista, apresenta e comenta. Sozinho.
E agora, para alegria dos que o acompanham ele criou um blog. E pelo que tudo indica o cuidado é o mesmo, tanto no que se escreve quanto nas outras coisas que se postam, isso se vê.
Portanto, deixo a dica:
Programa Passagem Para...
De segunda a sexta, às 23:00hs no Canal Futura
Ah! E o blog. Claro!
sábado, junho 27, 2009
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo carnaval tem seu fim
Todo carnaval tem seu fim
Pra que mudar?
Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz"
Veio a mim, há algumas horas, esse pedaço de poesia de Marcelo Camelo.
Porém, descobri que havia acrescentado uma frase que se encaixava, na verdade, em outra estrofe: "Pra que mudar?"
Ela apareceu a mim em meio a devaneios e profusões sobre o viver junto.
A poesia tem essa função, não? De nos ofertar a liberdade de tirarmos dela algum sentido para nós.
Resolvi considerá-la.
Porque dela extrai um sentido fundamental: mudar pode fazer parte sim de uma rotina.
domingo, junho 07, 2009
Também - pensei - pudera! Passei a tarde de ontem, durante algumas boas horas, a vasculhar um título para um livro de Psicologia e Direito que minha querida Aline está organizando. Eu e Jô, sempre companheira. Com direito a abrir uma página qualquer de dicionário na busca de inspiração.
Não conseguimos.
Este termo permeou minha semana de várias formas. Através de leituras de alguns textos, no acompanhamento e discussão de um caso na rede onde trabalho, da possível chegada de uma menina de 16 anos no meu consultório e até de um fragmento de idéia pescado numa palestra de Luis Eduardo Soares, sociólogo que admiro muito, sobre o "limite" - conceito que atravessa constantemente a lida com a adolescência - fragmento este que dizia que o limite só é possível quando acompanhado de uma valorização, de um acolhimento.
A questão da adolescência é algo que não está totalmente ao nosso alcance, mas cabe a nós ter o cuidado de escutá-la, dar-lhe voz. Nela está, ao meu ver, os indícios de uma busca desenfreada e às vezes desorganizada de um sujeito por um lugar no mundo.
Philippe Lacadée nos diz:
"Em busca simultânea por tutela e autonomia, o jovem experimenta seu estatuto de sujeito – para o melhor ou para o pior. Ele testa a fronteira entre o fora e o dentro, joga com as interdições sociais, estuda o seu lugar no seio de um mundo onde não se reconhece muito bem. Inapreensível para os outros e para si mesmo, inscreve a sua experiência, freqüentemente indizível, na ambivalência ou na provocação. Os limites simbólicos na relação com os outros e com o mundo se desenham onde ele experimenta a carência para dizer tudo de seu ser".
E sempre penso que podemos nós psicólogos, educadores, pais, avós, irmãos mais velhos, padrinhos... , em nossa presença, servir-nos a eles, na tentativa de que a construção desse lugar os coloque a se inscreverem do ponto do amor.
Nunca deixei de acreditar nisso.
domingo, maio 17, 2009
Os existencialistas teorizaram bastante sobre a liberdade humana. Diziam que "o homem será antes de mais nada o que deseja ser". Você concorda?
Concordo. Somos os senhores de nossos atos, de nossas opções. "Deus ajuda quem cedo madruga", ensina o ditado popular. Se o homem não inventar o seu próprio destino, Deus não irá interferir.
Você crê em Deus?
Ora acredito, ora desacredito. Ninguém me demonstrou a presença de Deus. Tampouco demonstrou o contrário. Eu talvez cultive uma fé imensa em meio à dúvida. Por outro lado, creio plenamente no acaso.
O homem nasce livre, mas o acaso tem a última palavra, dizia Simone.
Exato. O acaso se põe acima de qualquer teoria. É o grande mistério e a principal razão para a misericórdia. os homens deveriam se irmanar justamente porque se sujeitam, todos, às leis insondáveis do acaso. O que me fez entrar na Rádio MEC com 15 anos? O que me fez superar a timidez juvenil e concorrer às vagas de locutora e atriz? Foi o acaso, em parte. Havia a minha vontade e havia o imponderável. Se tomasse outro rumo naquela ocasião, em quem iria me transformar? Não sei. Sei apenas que hoje me encontro onde sempre quis. Vivi sem tempos mortos.
Isso, depois dela dizer o quanto Simone de Beauvoir - papel que interpreta em um monólogo que aguardo com muita expectativa chegar em B.H. - a influenciou em sua visão de mundo na década de 40 quando do lançamento de "O Segundo Sexo". Sábias da vida. Ambas.
quinta-feira, maio 14, 2009
segunda-feira, maio 11, 2009
Me percebo envolvido com uma arte que antes para mim, era privilégios para poucos.
Talvez até apenas para eles próprios.
Mas quando comocei a cuidar de tratar a dar o olhar devido, notei que sempre merecia um lugar um pouco maior.
A idéia se concretizou, com muito gosto, na hora em que um oficineiro, parceiro bacana, trouxe a proposta de se pintar uma rua inteira de muros, portas de garagem e paredes de bar dentro de um aglomerado do bairro Alto Vera Cruz. Convocando vários desses jovens. Alguns que um pouco apareciam, outros mais escondidos por aí.
Certeiro.
Aos que "deram as caras", algo pôde se ofertar. Como isso:

quarta-feira, abril 29, 2009
sexta-feira, abril 10, 2009
Não me canso de forma alguma de falar de música.
E o que trago aqui dessa vez é uma canção: bela, irônica e tão sincera (como são as crianças) que não poderia escapar de ser destacada neste blog. Fui extremamente tocado pela poesia da letra e da melodia. Como há tempos não havia sido.
Pois, escutemos.
Head Rolls Off
(Frightened Rabbit)
Jesus is just a spanish boy's name.
How come one man got so much fame?
To any me, it's pointless to anybody
That doesn't have faith
Give me the cloth and I'll wipe my face.
When it's all gone
Something carries on
And it's not morbid talk
Just the nature´s had enough of you
When my blood stops,
Someone else's will not.
When my head rolls off,
Someone else's will turn.
And while I'm alive, I'll make tiny changes to earth.
So you can burn me
Cause we'll all be the same, the same way
Dirt in someone's eyes cried down the drain
I believe in a house in the clouds
And God's got his dead friends 'round
He's painted all the walls red
To remind them they're all dead
And you know
When it's all gone
Something carries on
And it's not morbid talk
Just the nature's had enough of you.
When my blood stops
Someone else's will not.
When my head rolls off
Someone else's will turn.
You can mark my words, I'll make changes to earth
While I'm alive, I'll make tiny changes to earth
Tiny changes to earth
Tiny changes to earth
quinta-feira, abril 09, 2009
domingo, março 01, 2009
Devido a isso fui passear por este aqui. Espantei-me ao ver que seu início se deu em 2003. O meu caso se enquadra na segunda opção, talvez. Em 2007 postei apenas uma foto. Mas não sem sentido. Das pessoas que passaram por aqui, sinto saudades. Mas às vezes a passagem não se registra, penso eu. É o que faço, aliás. Passo por alguns. Em outros deixo meu registro. É uma conversa. E a conversa nem sempre necessita de um registro.
E talvez seja essa conversa, com ou sem registro, que me move a publicar sempre um novo post e a ler outros blogs.


